Por Simmons Em Simmons Sleep & Care Atualizada em 26 SET 2019 - 11H24

As duas fases - e os quatro estágios - do sono

Ao longo de uma noite, nós passamos por quatro estágios do sono, cada um com a sua particularidade e importância. Vamos descobrir mais sobre eles?

A essa altura, você já sabe: dormir bem influi diretamente na sua qualidade de vida. Por isso falamos tanto sobre isso aqui no blog!

O sono é fundamental não só para restabelecer o corpo e a mente após um dia intenso de atividades, como também por contribuir para prevenir doenças, melhorar o metabolismo, regular as emoções e até manter o peso sob controle. 

Sem ele também não é possível consolidar a memória e a cognição. Você já percebeu o efeito de uma noite mal dormida na sua produtividade?

Um processo de sono normal implica na redução do nível de consciência, da atividade motora e do metabolismo do individuo. Trata-se de uma redução gradual e contínua, que pode ser dividida em duas fases e quatro estágios.

Ah, e não se engane: embora por fora o corpo pareça tranquilo e inativo, por dentro estão ocorrendo sofisticados mecanismos fisiológicos em diferentes regiões do sistema nervoso. Nosso organismo, esse reloginho tão complexo e misterioso, não para.

Os quatro estágios do sono

O sono humano, como dissemos, é separado por duas fases. A primeira, chamada de sono não-REM, é constituída por três estágios. Já o sono REM, no qual a atividade cerebral é mais rápida, é constituído por um único estágio.

Falamos mais sobre eles a seguir:

Estágio 1 – duração média entre 1 e 7 minutos

Nesse estágio, ocorre a transição da vigília para o sono. Os olhos fazem movimentos longos e lentos, e a atividade muscular diminui. Aqui, nosso sono pode ser facilmente interrompido por algum estímulo externo. Ah, sabe aquela sensação de queda que sentimos às vezes? Ela ocorre nesse estágio.

Estágio 2 - duração média entre 10 e 25 minutos

Os olhos param de se movimentar quase completamente e a atividade cerebral diminui. Há, no entanto, picos de atividades seguidos por momento de baixa, movimento esse associado à transferência de informações para a memória de longo prazo. Nesse estágio, é mais difícil de acordar.

Estágio 3 – duração média entre 20 e 40 minutos

Chamado de sono profundo, esse estágio se caracteriza pela reduzida movimentação dos olhos e mínima atividade cerebral. O mundo pode estar caindo do lado de fora, mas você não despertar - caso acorde, se sentirá desorientado e possivelmente cansado. É nesse estágio que as pessoas que sofrem de sonambulismo falam ou se movimentam.

Estágio 4 – duração média de 1 a 5 minutos

Enfim chegamos ao último estágio: o sono REM. Por ser tão particular, ele, e somente ele, pertence à segunda fase do sono. O relaxamento muscular aqui se aproxima da paralisia, mas a respiração, pressão e frequência cardíacas se tornam elevadas e irregulares. A atividade cerebral é intensa, assim como a movimentação dos olhos – daí seu nome, Rapid Eye Movements, ou REM. Paradoxalmente, é uma fase reparadora, essencial para o bem-estar físico e psicológico. E uma curiosidade: é nesse estágio que sonhamos. Não por coincidência, pessoas que acordam durante o REM costumam recordar vivamente dos sonhos.

“O REM está ligado a diversos componentes importantes para a gente, da memória à cognição. É nessa fase que informações diárias são absorvidas e consolidadas. É quando é formada uma espécie de backup cerebral”, afirma Dr. George do Lago Pinheiro, otorrinolaringologia especialista em medicina do sono e membro da Associação Brasileira do Sono.

O sono em ciclos

Como você deve ter percebido, a duração média de cada estágio não é suficiente para preencher toda uma noite de sono. Isso acontece porque um adulto, ao longo de uma noite, experimenta esses estágios de quatro a seis vezes – são os chamados ciclos do sono.

Os tempos mencionados acima, por isso, se referem ao primeiro ciclo, que tendem a aumentar nos ciclos subsequentes. A exceção, claro, fica com o primeiro estágio, para o qual só retornamos ao acordarmos, e se tentarmos adormecer novamente.

A duração desses ciclos, e do próprio sono, também muda de acorda com a fase da nossa vida. A REM, por exemplo, chega a ocupar 50% do tempo de sono de recém-nascidos, que costumam dormir 18 horas diariamente. Até os cinco anos, porém, ela decresce até 20% e permanece estável a partir daí.

Agora que você sabe tudo sobre os ciclos do sono, é hora de otimizá-los. A higiene do sono é um campo que congrega hábitos e dicas para que você tenha uma noite de sono agradável e reparadora. Quer saber mais? Clique aqui.

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